Amadeu Amaral

Amadeu Amaral

Amadeu Amaral, (6 de novembro de 1875 — São Paulo24 de outubro de 1929) foi um poetafolcloristafilólogo e ensaísta brasileiro.

No dia 6 de novembro do ano de 1875 nasceu na cidade de Capivari, no interior do estado de São Paulo, Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado, “Amadeu Amaral“.

Filho de jornalista, muito cedo Amadeu Amaral se envolveu com a profissão. Com 11 anos veio estudar em São Paulo e aos 16 passa a trabalhar no jornal que seu pai fundou na metrópole, o “Lavoura Comercial”. Mais tarde também trabalhou nos jornais “O Correio Paulistano” e  “O Estado de S. Paulo”.

Algumas realizações de Amadeu Amaral:

  • No ano de 1892 e com o pseudônimo de Max Til publicou seu primeiro soneto no jornal “A Platéia”.
  • Em 1899 lançou seu primeiro livro de poesias, “Urzes”. Seus poemas incentivavam o aperfeiçoamento do ser humano.
  • Ocupou a Cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras – que antes havia pertencido ao poeta Olavo Bilac – no dia 7 de agosto de 1919.
  • Transferiu-se para o Rio de Janeiro no ano de 1922 para trabalhar como secretario da “Gazeta de Notícias”. Ao retornar à São Paulo em 1929 é eleito Presidente da Academia Paulista de Letras.

Algumas obras de Amadeu Amaral: Letras floridas; Memorial de um passageiro de bonde: [impressões de viagem] por Felicio Trancoso; O dialeto caipira: gramática, vocabulário; O elogio da mediocridade: estudos e notas de literatura; Poesias completas; Política humana; Tradições populares.

Estudos Litúrgicos:

Autodidata, surpreendeu a todos por sua extraordinária erudição, num tempo em que não havia, em São Paulo, os estudos acadêmicos e os cursos especializados que se especializariam pouco depois. Dedicou-se paralelamente à poesia aos estudos folclóricos e, sobretudo, à dialectologia. No Brasil, foi o primeiro a estudar cientificamente um dialeto regional. O Dialeto Caipira, publicado em 1920, escrito à luz da linguística, estuda o linguajar do caipira paulista da área do vale do rio Paraíba, analisando suas formas e esmiuçando-lhe sistematicamente o vocabulário. Esta obra é considerada como sua melhor contribuição às Letras.[1]

Percurso Literário:

Sua poesia enquadra-se na fase pós-parnasiana, das duas primeiras décadas do século XX. Como poeta, não esteve à altura de seus dois predecessores, Gonçalves Dias e Olavo Bilac, mas destacou-se pelo desejo de contribuir, com suas obras, para a elevação de seus semelhantes.[1]

Seu primeiro Livro, Urzes, revela a influência pelo Simbolismo, notadamente na parte referente aos sonetos, estética da qual se afastaria gradualmente dos volumes posteriores, Névoa e Espumas, já ligados ao Parnasianismo. Em seu último livro de versos, Lâmpada Antiga, é constituído de sessenta sonetos, os quais verifica os princípios de humildade, na análise de personalidade do ser humano e dos princípios da moral e cívica, visando diretamente ao aperfeiçoamento humano.

Academia Brasileira de Letras:

Foi eleito para a cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras, na vaga de Olavo Bilac, recebido em 14 de novembro de 1919 pelo acadêmico Magalhães Azeredo.

Obras:

  • Urzes, poesia (1899)
  • Névoa, poesia (1902)
  • Espumas, poesia (1917)
  • Lâmpada antiga, poesia (1924)
  • Letras floridas, ensaio (1920)
  • O dialeto caipira, filologia (1920)
  • O elogio da mediocridade, ensaio (1924)
  • Tradições populares, folclore (1948)
  • Obras completas de Amadeu Amaral, com prefácio de Paulo Duarte (1948).

Referências:

Wikipédia

Academia Brasileira de Letras: Arquivo dos Acadêmicos

 

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