Caruara

Caruara

Caruara é um bairro da cidade de Santos,[1] estado de São Paulo, em sua Área Continental, na divisa com os municípios de Bertioga (pelo rio Iriri/Macuco) e Guarujá (pelo Canal de Bertioga). É distante da parte insular de Santos aproximadamente 60km por rodovias, atravéssando-se o município de Cubatão, 33 Km por rodovias e ferry-boat, atravéssando-se o município do Guarujá, localizando-se num raio de 16 Km da sede do município de Santos.

É um povoado que se iniciou a partir do loteamento, em 1953, de uma fazenda bananeira do início do século XX. De chácaras de recreio, tornou-se um bairro popular, encravado na Mata Atlântica, entre o Parque Estadual da Serra do Mar e os manguezais do Canal de Bertioga. Embora parte de seu território seja de preservação ambiental, é considerado pelo Plano Diretor do Município de Santos como área de expansão urbana.[2]

Em 2008 conta com água, luz, telefones, pequeno comércioescolas que atendem da Educação Infantil ao Ensino Médio, pequeno posto de saúde e de assistência social, administração regional e pequenos templos religiosos. É aprazível e tem grande vocação para o ecoturismo.

Significado:

Caruara 

  • Substantivo feminino
  • AMAZÔNIA doença causada por feitiço; quebranto, mau-olhado.
  • INFORMALBRASILEIRISMO, impotência dos membros inferiores.

Semelhantes:

  • achaque, olhado, vento, adoecimento, camarço, distúrbio, doença, enfermidade
  • ganguê, indisposição, macacoa, mal, maladia, mazela, mela, moléstia, morbo
  • morrinha, mururu, perturbação, imperfeição, ar, bochorno, borrasca, éolo, euro
  • frescor, leste, minuano, monção, nordeste, noroeste, norte, noruega, oeste, pampeiro
  • procela, refega, refrega, sobrevento, soprador, sudeste, sudoeste, sueste, sul, terral, ventaneira
  • ventania, dinheiro, fedor, furacão, rebojo, zéfiro

Principal cidade do litoral paulista, Santos é conhecida por suas praias e pelo porto, que é o maior da América Latina. Entretanto, tudo isso e mais os órgãos administrativos municipais ficam na pequena área insular que Santos divide com o município vizinho de São Vicente. A maior parte do território da cidade se estende pela área continental e se distancia da ilha povoada nos tempos coloniais por Martim Afonso de Souza e Brás Cubas.

Desse modo, um dos maiores bairros de Santos e também um dos mais distantes da sede municipal é Caruara, que faz divisa com Bertioga. Atualmente com cerca de seis mil moradores, Caruara é uma joia da natureza incrustada na Floresta Atlântica, situado parcialmente em área de preservação ambiental, entre a Serra do Mar e o Canal de Bertioga. Seu cartão postal é o Portinho, píer para atracação de embarcações às margens do canal, com vista para a Ilha de Santo Amaro, onde se situa o município do Guarujá. Por aqui passaram, em priscas eras, canoas e naus de índios e piratas, que buscavam atacar as vilas de Santos e São Vicente pela retaguarda.

O Caruara nasceu de uma antiga plantação de bananas, atividade econômica predominante na região no início do século XX. O produto era transportado por chatas – tipo de embarcação de pequeno calado e fundo plano – até o porto de Santos, de onde era exportado para países como Uruguai e Argentina. Em 1953 a fazenda foi desmembrada em pequenas chácaras e mais tarde deu lugar a lotes de moradia popular. As famílias viviam da roça, pesca artesanal e cata de caranguejo.

Hoje o bairro está urbanizado e conta com duas escolas, postos da guarda municipal e da Polícia Militar, posto de saúde e agência dos Correios. É administrado por uma subprefeitura, que conta com a participação ativa da comunidade por meio da Sociedade Amigos do Caruara. São poucas as ruas asfaltadas e na praça principal fica a Biblioteca Municipal Plínio Marcos (assim batizada em homenagem ao famoso ator e dramaturgo santista), que possui ar condicionado e dois mil títulos em seu acervo.

Um dos projetos em estudo para o Caruara está sendo feito pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Trata-se da possível retomada da navegação no Canal de Bertioga por meio de linhas comerciais de barcos até bairros do Guarujá, como Vicente de Carvalho. Outra possibilidade é a retomada do projeto Navega São Paulo, dedicado à prática do remo.

A visita ao Caruara pode ser feita por intermédio de guias do Turismo de Base Comunitária, que levam os turistas às inúmeras cachoeiras da região. A mais acessível dispensa monitores: para chegar até ela basta seguir uma trilha paralela ao sistema de captação de água da Sabesp que abastece o bairro.

No trevo da rodovia SP 055, que dá acesso ao Caruara, é possível apreciar o artesanato exposto no galpão do Caruartes, que reúne os trabalhos dos artesãos locais. Quem vai até lá não pode deixar de saborear o bolo de jussara, palmeira nativa que dá um fruto roxinho muito saboroso.

Em matéria de gastronomia, porém, um restaurante localizado à beira da estrada, também próximo ao trevo, concentra todas as atenções. É o Dalmo, estabelecimento que tem como atrativo extra uma varanda aberta para a mata atlântica. Especializada em frutos do mar, a casa oferece pratos da culinária caiçara, como mariscos, moquecas e caldeiradas.

Sobre o significado da palavra indígena Caruara, só há palpites. Pode ser quebranto, doença reumática ou espécie de abelha pequenina e sem ferrão.

Conheça mais sobre Caruara e também seu vizinho Bertioguense Caiubura neste vídeo.  Ele é parte da série “Guia para se perder em Bertioga”, na qual o historiador e guia de turismo Carlos Eduardo de Castro apresenta alguns dos lugares mais interessantes da cidade, revelando sempre a importância ambiental e sociocultural de cada um deles.

 

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